Haja séculos em instantes, no interior de um pensamento,
na exacta extremidade esquerda de uma ideia
e no meio frontal de um comportamento.
Esquerdamente ou esquerdasinto?
É com a esquerda que alento
e repinto.
Respingo maniacamente
o subir de uma noite vadia
na despedida do tempo,
fisicamente,
um dia.
Talvez transforme isto em nada
e em nada transforme.
Ortografo íntimos pensamentos
de paixão, de raciocínio, de fome.
És todas estas linhas e entrelinhas
Sem um minucioso sentido.
Mas dizem que o amor é assim...
Desastrosamente desentendido!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Não é Alma é Sentimento
A alma desalinhou na cadência do Tejo
Houve alguém que já sentiu como nós.
A razão assomou, com ou sem ela,
Já não há mais alguém, nem mais voz,
Nem mais estrela.
Poderia continuar sem sentido.
Poderia,
Poderia continuar a chorar.
Valeria?
Poderia continuar como um sem abrigo
Na demência perdida sem findar.
Jamais reconheceria.
Alma segura
Na harmonia do Mondego
Em desalinho espontâneo, completo
Que paixão pura
Simples
Que me faz subir a lembrança de um aperto
Que afasta, que desencontra, que desregula, que alcança
O balanço de um som que encanto e perdura.
De alma desaguo no mar…
Quem te pereceu?
Quem te cativou?
Não vai importar.
Deixaram apenas o eu
Que me acalmou,
Que me está a fascinar!
Que me apareceu
E reformou
A máxima de apaixonar…
Houve alguém que já sentiu como nós.
A razão assomou, com ou sem ela,
Já não há mais alguém, nem mais voz,
Nem mais estrela.
Poderia continuar sem sentido.
Poderia,
Poderia continuar a chorar.
Valeria?
Poderia continuar como um sem abrigo
Na demência perdida sem findar.
Jamais reconheceria.
Alma segura
Na harmonia do Mondego
Em desalinho espontâneo, completo
Que paixão pura
Simples
Que me faz subir a lembrança de um aperto
Que afasta, que desencontra, que desregula, que alcança
O balanço de um som que encanto e perdura.
De alma desaguo no mar…
Quem te pereceu?
Quem te cativou?
Não vai importar.
Deixaram apenas o eu
Que me acalmou,
Que me está a fascinar!
Que me apareceu
E reformou
A máxima de apaixonar…
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Não é alma é sentimento que escrevo e alento
quarta-feira, 28 de julho de 2010
um Tempo e um Espaço
“Pensar é excelente, pensar demasiado é péssimo.”
Penso e adverso-me.
Sentir é distinto, sentir demasiado é fascinante.
Sinto e fascino-me…
Tal como fazer viagens interestelares,
Porque cada bailar no céu tem uma definição, um conceito, um estudo,
Uma paixão sem preceito e mais um pouco de tudo.
Tal como fazer navegações em mar alto sem mapa,
Porque cada onda de vinte e três metros traz um alvoroço, um desassossego, um receio,
Um explodir moço genuíno com um gigantesco anseio.
Tal como fazer paragens de percurso,
Porque cada lugar tem as interpretações que lhe soubermos dar.
Tudo isto reflecte um tempo e um espaço,
Um querer e um querer mais…
Quero-te.
Penso e adverso-me.
Sentir é distinto, sentir demasiado é fascinante.
Sinto e fascino-me…
Tal como fazer viagens interestelares,
Porque cada bailar no céu tem uma definição, um conceito, um estudo,
Uma paixão sem preceito e mais um pouco de tudo.
Tal como fazer navegações em mar alto sem mapa,
Porque cada onda de vinte e três metros traz um alvoroço, um desassossego, um receio,
Um explodir moço genuíno com um gigantesco anseio.
Tal como fazer paragens de percurso,
Porque cada lugar tem as interpretações que lhe soubermos dar.
Tudo isto reflecte um tempo e um espaço,
Um querer e um querer mais…
Quero-te.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Quase
Fiz-me quase poeta… para não sofrer de frases feitas;
Preconizo-me quase poeta para me atingir;
Daqui do púlpito: prego para egoisticamente me compreender e aprender;
Ratifico-me de tal dom talentoso com a bastante humildade que procuro;
Sobressaio porque me está nos genes;
Ih! Quem me dera desmemoriar as frases feitas, sem perder a história…
Esta é mais uma das minhas jornadas,
Escrever palavras...
E fazer mais história...
Desmesuradamente escrevo simples palavras
E amanhã serei mais um quase poeta e mais uma quase história…
Preconizo-me quase poeta para me atingir;
Daqui do púlpito: prego para egoisticamente me compreender e aprender;
Ratifico-me de tal dom talentoso com a bastante humildade que procuro;
Sobressaio porque me está nos genes;
Ih! Quem me dera desmemoriar as frases feitas, sem perder a história…
Esta é mais uma das minhas jornadas,
Escrever palavras...
E fazer mais história...
Desmesuradamente escrevo simples palavras
E amanhã serei mais um quase poeta e mais uma quase história…
quinta-feira, 3 de junho de 2010
"Tu és tu"
Vasculhei-me por infinitos,
Amei por encantos,
Pequei por tantos,
E escrevo por “os não ditos”…
Pressinto desencontro,
Sinto o que não existe,
Experimento. Afronto.
Vivo de sentires ilusórios,
Em que me fingiste
Ser mais um ser irrealizável.
Por contrários e contraditórios,
“Tu és tu”, é inegável.
Amei por encantos,
Pequei por tantos,
E escrevo por “os não ditos”…
Pressinto desencontro,
Sinto o que não existe,
Experimento. Afronto.
Vivo de sentires ilusórios,
Em que me fingiste
Ser mais um ser irrealizável.
Por contrários e contraditórios,
“Tu és tu”, é inegável.
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é sentir...,
Isto não é escrever
sábado, 29 de maio de 2010
Alma de saltos altos e botas da tropa
Olha!
Aquele estranho pedinte que parece um demente
Dotado de uma ousadia sem precedente.
Torpedeio com o que me rodeio:
Sai apregoando aos quatro ventos
Que somos um “manicómio social”
Retrospectando os tempos, definindo alentos
Instigando consciente este sistema global.
Ciente com o que me é indigente.
Escuta!
O velho e o seu método socrático de vida – “em qualquer direcção que percorras a tua alma, nunca encontrarás os seus limites”. De que essência a tua alma é feita?
A alma é torrencial de ingenuidade,
Trágica de emoção, galardoada de necessidade…
- De que essência?
A alma tem saltos altos e botas da tropa,
A alma é mais céu do que chão,
A alma tem contrabaixos e contraltos, e tem copa?
- Sim, onde escondes e foges, onde perdes e encontras o teu são.
“Alma minha alma diz-me quem eu sou”…
Sou mais longe do que eu, saio de mim… minha alma, por até onde vou?
- Vendo sonhos. Anda comigo!
Anda comigo…deixa-me trazer-te na alma.
Aquele estranho pedinte que parece um demente
Dotado de uma ousadia sem precedente.
Torpedeio com o que me rodeio:
Sai apregoando aos quatro ventos
Que somos um “manicómio social”
Retrospectando os tempos, definindo alentos
Instigando consciente este sistema global.
Ciente com o que me é indigente.
Escuta!
O velho e o seu método socrático de vida – “em qualquer direcção que percorras a tua alma, nunca encontrarás os seus limites”. De que essência a tua alma é feita?
A alma é torrencial de ingenuidade,
Trágica de emoção, galardoada de necessidade…
- De que essência?
A alma tem saltos altos e botas da tropa,
A alma é mais céu do que chão,
A alma tem contrabaixos e contraltos, e tem copa?
- Sim, onde escondes e foges, onde perdes e encontras o teu são.
“Alma minha alma diz-me quem eu sou”…
Sou mais longe do que eu, saio de mim… minha alma, por até onde vou?
- Vendo sonhos. Anda comigo!
Anda comigo…deixa-me trazer-te na alma.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Intemperança
Mandaram-me ser um todo e pouco,
Ser muito juízo, sou um muito louco.
De literário nada tenho.
A minha literatura sou eu que faço. Ninguém manda e desmanda, diz que diz
Não sou os "quem me dera ser doutor":
Ar snobe, semblante emproado, diz que “sim sim” e não pode.
Não sinto o que escrevo. Quem disse que escrevia?
Não minto no que escrevi. Mas minto no que “sem ti”…
Sou feliz.
E esbarro com a porta no nariz.
Trejeito que dói só quando respiro.
Sustenho a respiração para não doer.
Mas continuo…e suspiro…
E este tem que significado?
Suspiro de amor ou de jeito magoado, contrariado, complicado, rejeitado?
Não chego mais ao penedo da saudade…
Caio longínquo
Ancoro tudo o que sinto
Afinal escrevo… voracidade!
Ser muito juízo, sou um muito louco.
De literário nada tenho.
A minha literatura sou eu que faço. Ninguém manda e desmanda, diz que diz
Não sou os "quem me dera ser doutor":
Ar snobe, semblante emproado, diz que “sim sim” e não pode.
Não sinto o que escrevo. Quem disse que escrevia?
Não minto no que escrevi. Mas minto no que “sem ti”…
Sou feliz.
E esbarro com a porta no nariz.
Trejeito que dói só quando respiro.
Sustenho a respiração para não doer.
Mas continuo…e suspiro…
E este tem que significado?
Suspiro de amor ou de jeito magoado, contrariado, complicado, rejeitado?
Não chego mais ao penedo da saudade…
Caio longínquo
Ancoro tudo o que sinto
Afinal escrevo… voracidade!
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